quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Perdido






- Não me lembro do que aconteceu, o que vejo  são pessoas correndo de um lado ao outro, luzes, sons, acho que são sirenes, tem alguém ali no meio disso tudo,  está deitado, acho que estão... é .. estão ajudando aquela pessoa que está deitada,  estou sentindo a adrenalina,  o desespero... o engraçado , se é que isso é engraçado é que, não consigo tirar os olhos dali, tão triste, tão desesperador, não consigo pensar em nada, quero minha mãe, meu pai, quero alguém pra me proteger, tem alguém ai? Cadê todo mundo, porque estou me sentindo tão distante de tudo, porque aquela situação logo na minha frente esta me incomodado tanto? Pera ai, tem alguém do lado, agora que notei, está olhando pra mim e se vestindo todo de branco, deve ser algum médio, quem sabe ele não me ajuda, ele quer que eu vá com ele, mas tem alguém chorando, tem alguém me chamando,  eu gosto dessa voz, não quero ir com ele, quero ficar, ele disse que eu fiz a minha escolha, não sei qual foi, e não me lembro de escolha nenhuma, me ajudem, por favor, esse homem é louco mas é o único que me escuta, apesar de estar escutando vozes, ele é o único, eu quero ir ali ontem esta aquela bagunça, aquele corpo, alguém ali tem que me escutar, não é possível. Silencio! Aquele que esta deitado SOU EU, como? não pode ser. COMO? O QUE ACONTECEU? Estou gritando ninguém esta me ouvindo... o corpo começo a se mexer, e no mesmo tempo to sentindo uma dor horrível, ALGUÉM ME AJUDA?? Aquele homem esta vindo, ele pegou na minha mão, NÃO QUERO!, ele soltou, e a dor voltou, SOCORRO!!! Tem uns cara esquisito olhando pra mim, eles estão vindo, o cara de branco voltou, como ele sabia que eu iria chama-lo, vou com ele, ele deve entender o que esta acontecendo, neste momento senti um estalo, e logo começaram varias orações, eu to me sentindo bem, mas estou escutando alguém chorando e chamando por mim e a dor esta voltando, sei que não posso mas voltar atrás, sei que não posso voltar, agora eu sei, eu não deveria, a causa da minha morte agora quero esquecer, não preciso dizer o que foi, foi minhas escolhas.... só as minhas escolhas.


Autora: Pá Ribeiro

terça-feira, 14 de agosto de 2012

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Sem forças...


Hoje estou aqui sentado na varanda da minha casa, esperando o entardecer, esperando que o sol se vá, e as estrelas estejam iluminando a solidão da lua, como vc me iluminou enquanto esteve do meu lado, dói, e dói muito olhar para o lado e apenas ver os objetos  e neles agarrados nossas lembranças, estou ranzinza não sei mais conversar, não sei mais rir das bobeiras na verdade não sei mais viver, eu queria estar junto com você, seja lá onde você está, mas tenho medo dessa viagem, tenho medo do que eu não conheço, me sinto só, mesmo sabendo que enquanto você esteve aqui você esteve comigo e me prometeu não me deixar , não precisamos estar fisicamente juntos quando sonho com você mas a dor de acordar e não te ver, de não ti sentir, de não poder te abraçar quando aperta aqui dentro,é tão forte que eu perco minhas forças... eu queria e queria muito te olhar e dizer que ...

Eu sinto sua falta...


  Derrepente a vi entrando pelo portão, sentando na minha frente e olhando em meus olhos cheios de lagrimas, ela ja foi  dizendo "vai ser tranquilo", que eu não precisava ter medo, eu confio nela, eu quero ir, quero estar com ela, olho em volta, um lagrima escorre mas é o que eu quero, me sinto bem, eu preciso ir... ao me levantar e segurar com força em suas mãos me senti jovem, caminhamos e na nossa frente parecia uma nova vida, quando eu olhei para trás, me vi sentado no mesmo lugar sendo sacudido, choro, dor, saudade foi o que eu deixei, mas acredite, eu estou bem.


Autora: Pá Ribeiro

domingo, 15 de julho de 2012

Sem estresse

Enquanto o relógio anda rumo ao infinito
tenho consciência que desço um ponto antes
no meio do caminho.

Um ponto que sei que é até onde
eu posso chegar
sem me esbaforir
ou me cansar.

Porém,
sem nenhum desdém
nem pesar,

enquanto não desço
faço minha bagunça no fundo desse escolar.
Por que não sou adulto pra ter carro
e rápido lá chegar.

Autor: Kelvin Rodrigues

sábado, 14 de julho de 2012

Rir

  Você ai do outro lado sonhando em encontrar-me, imaginando o meu rosto, o meu sorriso ou meu jeito, será você estranho do jeito que eu te imagino ser, será você estranho alguem que eu queira realmente conhecer?!
 O tempo passa e o nosso desejo passa também, a curiosidade, ah...
 Hoje não é como ontem e amanhã não será como hoje, mas saiba que o que eu fui ontem, sou eu hoje, porém de uma maneira diferente, com uma carga maior, amanhã você, eu, todos nós iremos olhar para trás e dar risada, rir do tanto que choramos, do tanto que sofremos, o até mesmo do tanto que riamos, é, isso é vida, vida que da volta, feito a bola azulada lá no espaço que gira em torno de uma bola de fogo poderosa que mantem a vida distante pois quando mais perto estiver mas perigosa ela pra nós.
 Seja feliz, ao caminhar, seja feliz, simplesmente feliz, pois assim que veremos a vida no final das contas, nunca ouviu falar que um dia iremos rir disso tudo?


Autora: Pá Ribeiro

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Uma Poesia Muda


Alguns o vê como desejo,
outros como necessidade,
outros como dádiva.

Este é... o Amor do amor.
Em algumas visões,
uma poesia.

Um momento que o pensamento não fala, sussurra.
Perde voz para o grito da pele,
que conversa em constante altura.

Tudo não existe,
existe dois,
existe um,
que em parar não insiste.

Neste um existe muito:
há caricia que transfere corpo,
há carinho que transborda mudo,
há cuidado e naturalidade de instinto,
há sentimento e não existe muro.

Floresce este sentimento que palpita,
cada vez mais forte no peito,
e grita em meio ao silencio,
as batidas fortes desse alento.

Autor: Kelvin Rodrigues Ferreira



terça-feira, 10 de julho de 2012

Eu e o Tempo

O tempo diz muita coisa.

Fala quantos anos tem,
fala o que voce não diz,
fala o que as pessoas vêem,
e até mesmo o que eu já fiz.

Ele mostra coisas que voce não quer ver,
ou te faz bem ao te fazer esquecer.

Ele é um amigo,
inimigo,
contratempo.

Contraponto,

por harmônicamente fazer parte de mim.

Autor: Kelvin  Rodrigues Ferreira
(Por justamente ter demorado um tempo para escrever, 
por que não falar dele?)

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Os Interiores

As vezes me afogo em mim mesmo. Afogo, só isso, este é o motivo. Já tentei auto-ajuda, abraços, palavras e palavras mas não ajudam. Iniciativa? Todo dia quando acordo penso em me levantar com a minha disposição melhor e uma mente mais limpa, mas no fim do dia vejo que não melhorei, as vezes piorei, tá não vou ser exagerado ao extremo, claro que tem dias que consigo sim.
Mas eu me pergunto o porque dessas coisas, e não consigo resposta, ao invés disso consigo é mais confusão, então voce pensa: então não se pergunte. É pior. Sou muito inimigo de mim mesmo, sempre pensando que está tão bem mas que ao mesmo tempo penso em como pode piorar, assim estrago tudo, ou melhor, me estrago, assim, se estraga por si só. Essa mente em devaneios que tanto me perturba. As mascaras não duram o tempo o bastante, e quando não duram o resultado da nisso, nessa dura realidade de mim, tão minha que nem consigo por pra fora, cuspi-la, vomita-la, dize-la, grita-la ou chora-la.

Autor: Kelvin Rodrigues

quinta-feira, 10 de maio de 2012

LUz

De olhos vendados descrevo a luz ao avesso,
lhe digo tudo aquilo que sinto, pressinto e me sento,
os pés já não suportam a força o peso e a demanda da vida.
Eu finjo, minto, omito e invento
para tudo aquilo que vos agrada e que me é suportável.
E em um distinto tempo de poucas as vezes
eu até me sujeito a viver.


sábado, 5 de maio de 2012

Graciosa Lua


Lua Cheia hoje,
Cheia de tudo
Cheia de muito
Brilhante por natureza,
Mas sabe que reparo sua beleza.
Almejo,
E a tenho quando a vejo,
Quando brilha no sorriso abraço e no beijo.
Autor: 2 pessoas 
e uma agenda cor de creme

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Rumo de Poesia

Hoje eu quero escrever,
hoje meu lapis dança(?)
ou digo dedos e teclado?
falo sobre a modernidade?
falo do amor e sabor da poesia do cio?
do ócio do trabalho da monotonia?
crise de poeta de gosto de assunto do rosto?
vontade de ter de ser estar caveira e Shakespeare?
ser de praxe ser utópico estúpido escrúpulo?
perguntas perguntas perguntas;
respostas de dúvidas;
isso move o mundo? 
pensei que era a gravidade.
Ou é criatividade?
dúvida?
fica ai natividade,
nativamente estático da crítica do estado.
Não disse nada ein, foi só pra rimar, sem culpa,
culpe a poesia que se faz sozinha.

Autor: Kelvin Rodrigues

terça-feira, 1 de maio de 2012

Continuidade


Acho que ri
perto de um riacho,
acho.

Talvez por que
achei um riso
perdido acima do rio.

Um riso que derramou,
transbordou,
ou foi só que a água levou.

Mas deixo que ele leve o que acho
por dentro do riacho
pra que outro alguém possa achar.

Autor: Kelvin Rodrigues

Linha


Não procure perfeição, não procure A pessoa, não procure. Não precisa. 
Talvez não seja A pessoa, pode ser a B pessoa, C pessoa, D pessoa, não importa, saberá quando terá o primeiro lugar.
Mas não pense nisso agora, esqueça isso e tudo que eu falei e vá viver a sua vida, vá viver em linhas tortas, indo daqui e dali se quiser, curvas fechadas ou abertas, correndo em círculos ou só siga a estrada, a linha.
Seguindo sem perceber se for do seu gosto, seguindo de um jeito ignorante, mas não ignorante no modo pejorativo mas sim no sentido de ignorar, esconder de si mesmo algo e tudo mais.
E quando chegar irá perceber que todas as linhas curvas/turvas foram só uma única linha reta.

Autor: Kelvin Rodrigues

Pegadas de Areia

Para passada dada
pode ter tido
uma pedra passada,
um morro andado,
um morto do lado, cansado.

Passada já é passado,
é ideia com perna,
Aconteceu e agora
está tudo na terra,

enterrado no fundo
da superfície,
crosta,
planície.

É onde germina com água,
onde termina com nada,
onde brota na palavra,
onde morre na lágrima.


Autor: Kelvin Rodrigues

domingo, 22 de abril de 2012

Atitude


Quer saber o que eu penso? Você aguentaria conhecer minha verdade? 
Pois tome. Prove. Sinta.
Eu tenho preguiça de quem não comete erros.
Tenho profundo sono de quem prefere o morno.
Eu gosto do risco. Dos que arriscam.
Tenho admiração nata por quem segue o coração.
Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser.
Coragem boa de se mostrar. Dar a cara a tapa!
Ser louca, estranha, chata!


Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel.
Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir.
Por isso, eu te peço:
Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio.
Vire meu mundo do avesso!
Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir… Um beliscãozinho que for, me dê.
Eu quero rir até a barriga doer.
Chorar e ficar com cara de sapo.
Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome.

Clarice Lispector

Inconformidade

"O presente não é agora,
o presente já passou."
Autor: Kelvin Rodrigues



quinta-feira, 19 de abril de 2012

Vazio

 Deitei para dormir, após um dia cheio, cheio de criticas, problemas a ser resolvidos, e de poucos abraços, de poucos sorrisos, de pouca vontade. Adormeci escutando o fundo de uma musica de que pode ser de uma novela, um seriado ou qualquer uma dessas "bobagens" que muitos dizem estar descansando os assistindo.
 Fui parar ao meio de um paraiso sem cor, todo branco e quando mais eu caminhava mais colorido ele ficava, quando mais eu desejava mais vida eu o dava, foi quando vi, que era ali que eu queria ficar, entao dois amigos vieram conversar, me contaram novidades que eu jamais poderia imaginar, e entao tive ansia de poder compartilhar algo que eu nao poderia vivenciar, minha rotina nao permetia nem que eu estivesse ali, nem que eu pudesse respirar, foi quando eu comecei a chorar por notar que eu estava a afudar em uma vida sem esperança, sem cor, sem vida,  eu quis voltar, uma luz começou a brilhar e eu ali para sempre tive que estar.

cuidado ao deitar, ali pra sempre você pode ficar.


Autora: Pá Ribeiro

terça-feira, 10 de abril de 2012

Responsabilidades

Brigando mais uma vez, destruindo um inimigo, jogando-o no precipício e ouvindo o seu grito. Me viro e tomo minha linda donzela nos braços para então ir para casa. Chegando lá, onde é desejado, está tudo em chamas e preciso ajudar a cidade a se salvar, resgato cidadãos dos escombros e luto com os propulsores desse assombro.
Depois de uma noite sangrenta e solitária, com minha espada e nada mais nessa batalha, vejo a segurança de nosso povo e volto para minha donzela, em vão.
Não a vejo mais, não a encontro então vou atrás para eu rejeitar um jamais!
Vou entrar e invadir tudo e bater em todos e com meus poderes vou ...
- Junior!!! Hora de ir pra escola!!!
- Tá bom mãe!!!

Mais tarde continuo minhas responsabilidades...
Autor: Kelvin Rodrigues Ferreira

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O Ornitorrinco

- Eu sou diferente, sei que sou.
Sou eu, sou eu?
Sou herança de uma mistura enjambrada,
um rabisco mal feito ou uma coisa meio nada.

Não tive protótipo, nem sei os descendentes
para que eu possa resolver todos
estes meus pensamentos reincidentes.

Na minha aparência se esconde um ser
que não consigo descrever,
uma hora nado, outra hora ando,
e vezenquando nado voando.

Penso que talvez não sei viver
essa minha vidinha avulsa,
tenho tanta coisa minha:
pelos, bico de pato, pele,
e muita coisa que nada me custa,
mesmo com tudo que desta
forma coloca atenção mim,
me sinto sozinho em algum lugar fundo da espécie.

Sou réptil, mamífero e ave,
vivo numa crise de identidade.
Autor: Kelvin Rodrigues

terça-feira, 20 de março de 2012

Eu sei, mas não devia

 
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
Marina Colasanti, Etiópia 1937 
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Parar Pra Pensar


Deixar-se ir longe daqui
é estar perto de si.
Esquecer rotina problema e picuinha.
Relaxar no bem-estar 
do bem bom sem coisinha.
Pelos campos da mente,
organizando quadros
e resolvendo assuntos pendentes no caminho.

Autor: Kelvin Rodrigues

Cumplicidade é


Conversar,
entender, ser.

Dividir,
re-repartir, interagir.

Viver,
entender, deixar acontecer.

Pensar,
sentir, chorar.

Sorrir,
incentivar, corrigir.

Crescer,
amadurecer, e juntos vencer.

É provar que um mais um dará um.


Autor: 2 Pessoas e 
Uma Agenda Cor de Creme

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Citações Adélia Prado

Não tenho tempo algum,
 porque ser feliz me consome.

Deus de vez em quando me tira a poesia. 
Olho para uma pedra e vejo uma pedra.

O que a memória ama, fica eterno. 
Te amo com a memória, imperecível.

Não quero faca, nem queijo.
Quero a fome.



Autora: Adélia Prado

Estações em Plural


Na Primavera
A gente Floresce
No Verão
A gente Diverte
No Outono
A gente Envelhece
No Inverno
A gente Aquece


Autor: 2 Pessoas
e Uma Agenda Cor de Creme

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Amor Feinho

Eu quero amor feinho.
Amor feinho não olha um pro outro.
Uma vez encontrado, é igual fé,
não teologa mais.
Duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo
e filhos tem os quantos haja.
Tudo que não fala, faz.
Planta beijo de três cores ao redor da casa
e saudade roxa e branca,
da comum e da dobrada.
Amor feinho é bom porque não fica velho.
Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:
eu sou homem você é mulher.
Amor feinho não tem ilusão,
o que ele tem é esperança:
eu quero amor feinho.


Autora: Adélia Prado

Pretérito do Futuro Imperfeito


De versos tive
diversos passados,
alguns já prontos,
outros inventados.

De versos tenho
diversos motivos,
alguns com sentido
outros sem meio.

De versos terei
diversos não sei,
alguns que não conheço
outros nem conhecerei.

Autor: Kelvin Rodrigues

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Vem "CarneVale"


Então começa a faculdade,
E também a correria,
Só quero fechar os olhos
 que vai ser tudo alegria.

Autor: Kelvin Rodrigues

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Imã Social


Me sinto como diversos
Pássaros Voando sem rumo.
Então arrumo e me sento , e vôou.

Não sei aonde
Nem donde
Nem pronde

Mas sigo ao norte,
Que é pra onde
aponta aponte forte.

Autor: Kelvin Rodrigues

Não Decido

Escuta,
Desculpa!
Parece que
Padece
E me esquece.
Sinto muito
Por sentir pouco,
Mas volta e me aquece?

Autor: Kelvin Rodrigues

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Poesia Marginal

 Kelvin Rodrigues Ferreira
Ontem (30/01/2012) me aconteceu algo totalmente estranho e interessante ao mesmo tempo. Estava eu, indo trabalhar, após ter saído do metrô, com meu celular na mão e com um pouco de pressa por estar atrasado, quando de repente começou a chegar perto de mim uma figura meio bizarra, com barba meio por fazer, cigarro em uma mão, uma blusa social amarela e uma gravata mal colocada, logo pensei "É um mendigo, deixa eu esconder esse celular", então coloquei ele no bolso e essa figura veio até mim dizendo.
- Oi meu rapaz, sou um poeta de rua, poderia eu recitar a minha poesia?
Eu fiquei muito surpreso mas ainda estava andando quando ele, com um pedaço de papel rabiscado, e sem esperar eu responder, começou a ler a poesia. Eu parei, e fiquei prestando atenção em cada palavra do poeta estranho e mal-bem vestido. No fim da citação, pedi para postar a sua obra aqui, neste espaço, ele acentiu com uma reverencia, como se fosse um verdadeiro artista em seu palco, para seu publico de uma só pessoa. Depois que disse que eu também escrevia poesia, ele me perguntou:
- Quéres, se puder, adicionar mais palavras na reticências da minha poesia?
Eu não consegui, fiquei sem palavras e também meio sem jeito por estar de frente com tal pessoa, que eu se quer sabia quem era. Disse que sou apenas um aprendiz, e com mais uma revência de cabeça e um sorriso no rosto disse:
- Todos somos rapaz, todos somos.
Perguntei de onde era, ele respondera que era dali mesmo, "Estação Central" disse em um meio sorriso. Pedi-lhe uma foto, para colocar junto à obra, e antes do click ele se aplumou os braços, como numa apresentação, uma, mais uma, reverência. Parece que ficou empolgado, como eu, por que ele até esquecera em pedir algo pela sua poesia, só a aceitação e pouco tempo de conversa já valeram a poesia dita e recitada, logo depois nos despedimos, eu com o meu sorriso de empolgação, e ele com seu cigarro na mão.

 Então agora, aqui, posto esta poesia Marginal, da Estação Central de Belo Horizonte:

MARISTON,  Poeta de Rua
30/01/2012 - Estação Central, Belo Horizonte
Janeiro Finda...
Saudade pouca,
Amor ainda!
Carnaval se aproxima.
É tanta alegria contida!
Sonhos se encontram
Ou perecem na avenida.
Haverá, por favor
Será que há...
Carnaval em BH?

Cure

Um Coração machucado leva tempo para cicatrizar, tempo suficiente para deixar grandes oportunidades passar.

O estado físico tem um tempo diferente do que o da nossa essência, o que nos faz acreditar que não temos tempo suficiente em vida, dê vida ao seus olhos e esperança ao seu coração, é assim que se cura todas as suas feridas.

 Autora: Pá Ribeiro

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Paixão do Amor

Amo a paixão do corpo,
e me apaixono
pelo amor da alma.
Com amor na,
paixão do corpo,
e paixão no,
amor da alma,
combinamos,
Fogo e Água.

Autor: Kelvin Rodrigues

sábado, 28 de janeiro de 2012

Um pouco de Hermann Hesse

"Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo."

Hermann Hesse

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Luz

Não fomos feitos para estarmos presos, cada um de nós viemos a este mundo em busca de felicidade, a vida é um livro feito de momentos, seja ele qual for, nos mostra-ra se estamos prontos ou não. Nesta caminhada deparamos com companheiros os quais nos ajuda. Tente não sufocar, tente sempre ajudar, aprendemos com as dores mas suportamos com os sorrisos. Tente procurar os pontos de luz para caminhar, mas não se esqueça que você pode ser o ponto de luz na escuridão de alguém.

Você encherga o mundo de uma maneira que, acredite, poucos irão te entender de verdade, a energia que cada um carrega em si tem sintonias diferentes, porque tudo isso depende da experiencia que passamos no dia-a-dia. Um olhar carregado de lagrimas pode ser a felicidade que não se contenta somente com sorrisos como pode ser a tristeza que sufoca, que machuca. Tente entender o que se passa dentro do outro, mas não se esqueça de você pois a beleza da vida esta nas coisas frageis e o seu coração precisa de cuidados.

Olhar para tras e acreditar que sabe o suficiente para continuar está caminhada, mostra o quanto você está prestes a errar novamente. Aprender com o sofrimento não significar não sofrer mais e sim amadurecer seu coração para novas experiencias. O sofrimento, a dor nada mais é do que pontos positivos para a felicidade que encontraremos ao olhar para tras e entender que a vida passou e você soube sobreviver aos seus obstaculos o que te faz ganhar um grau a mais em sua evolução. Quanto a sua missão cabe a você analisar e perceber que não é perfeito e que precisa de reparos para uma nova jornada.
Autora:  Pá Ribeiro

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ouvi Dizer


Ouvi dizer, Os Olhos são o Espelho da Alma.
Os mesmos que, choram,
e que, também riem,
despidos, mastigados, cuspidos.

Ouvi dizer, Os Olhos são Espelhos.
Os mesmos que, em pares, consolam,
e que, também dissimulam.

Ouvi dizer, Os Olhos.
Os mesmos que, dizem, falar.

Ouvi dizer, muita coisa, que não sei explicar.

Autor: Kelvin Rodrigues

O Tango

Corpos concomitantes
na volúpia da dança.

No soar fino do violino
emerge o ardor da carne.

O entrelaçar da luxúria
no espasmo do passo.

Dois corpos dialogando
nas carícias dos sapatos.

O desejo febril dos dançarinos
no gozo tácito dos aplausos.

Autor: Alan Félix

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Brazileiro

Vem comer minha língua para virar brasileiro.

Eu, filho do estupro lusitano;
Alimentado em seio africano;
Deitado em berço “gentil”.

Feto das grandes navegações,
aborto dos navios negreiros,
bastardo de famílias indígena.

Devoro minha alma folclórica,
para expelir minha origem devassada.

Pois, cada parte de mim,
anda assombrando a memória corroída
pelo tempo mudo das horas.

Autor: Alan Félix

Beijamim

Beija            mim
beija a mim
beijamim
beija-me
lábiosde carmim
beijameuslabiosdecarmim
jaz em mim! já és minha
jaesmim beijaa mim bemjamim.

Salvador-BA, 27/02/10
Autor: Alan Félix

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Mais Caio F.

"Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar. Pena também que a gente se envergonhe de dizer, a gente não devia ter vergonha do que é bonito. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim."

Caio Fernando Abreu

sábado, 21 de janeiro de 2012

Ciclo



Se eu ouço,
eu esqueço,
se eu vejo,
eu entendo,
se eu faço,
eu aprendo.

Autor: Kelvin Rodrigues

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Quandos para Fora


QUANDO NADA
Dos murmúrios, dos sorrisos, dos choros, escutava o que diziam, o que queriam, o que almejavam, de algum jeito, talvez por osmose, ou simplesmente por que sabia ouvir. Ele via, com dois olhos brilhantes de menino levado, mas no seu canto, no seu mundo, não pensava em nada.

QUANDO INGÊNUO
Em certo quando, encontrou seu primeiro amor de sonho. O assistiu crescer, aprendendo andar, e quando começava a nascer os seus primogênitos dentes de leite, os viu, implodir e explodir em uma surpresa antes nunca imaginada e em um torpor nunca pensado. As coisas e todos se embaçavam salgadamente por simplesmente serem. O leite derretera em meras poças de um monte de nada. E ele, garoto, sem saber o que fazer com aquela poça nunca antes vista, e mesmo tão nada, tão admirada, tão não-almejada, mas impossível, era indesejada, por uma verdade que não fora contada, um detalhe, uma diferença, que se faz uma sentença. Perguntava "por que, por que não és como um boneco de neve? Para que eu possa te moldar em todo inverno do jeito que eu quiser?". Vieram vários sóis, céus, do azul para o negro cinza naquele seu ciclo, mas toda negridão, sem lua. Até que aquela poça secou, o solo a sugou, e o líquido germinou, aquela sua terra, e com esse adubo, veio o broto, o broto de buraco. A vontade de se jogar de olhos fechados esperando mãos se perdeu neste dia....
Passou-se o tempo, ou certo tempo, não se sabe quando, ele se fazendo acreditar que estava tudo bem, mentindo no espelho. Enganou-se a todo o momento que pôde. Adubando assim aquele broto, sem saber, só notava que às vezes ficava em um não-normal, sem lugar constante, e aquele medo, predominante, se inicia.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Peso


Não dê vida
à essa dívida
que consome vida.
Então toda dívida,
dessa vida,
divida,
com uma vida
assídua,
diferente da vida 
não-assídua, 
in-dividida, 
a-dívidada, 
em vida
que vive.

Autor: Kelvin Rodrigues

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Dúvida

Como que o triste
pode ser mais bonito
que o bonito?
Me explica?!
Autor: Kelvin Rodrigues

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Nosso Aconchego

Te aconchego
no aconchego
do nosso coração,
onde estamos juntos
para durmir, acordar e estar,
para ser, chorar
e amar.

Autor: 2 pessoas,
e uma Agenda cor de creme

Segredo II


Tristeza nas palavras gera beleza,
que afaga todo o mal do contexto,
dito e não dito,
do autor e sua frieza.

Autor: Kelvin Rodrigues

Entendendo o [Não Entendo]

Link para Não Entendo.
Nesse texto eu estava com uma duvida, duvida de sentimento, quem nunca passou por isso? Pois é, a maioria, ou posso me atrever a falar que todos, pensar que está enganando uma pessoa, ou mentindo, ou fingindo, pra voce principalmente. 

Mas no meio de tanta bagunça, eu lembrei de quando eu era criança, de quando nós não queremos ir tomar banho, que não gostamos de ir, fazemos birra, choro, e tudo mais (até jogar brinquedos nos pais para os mais atrevidinhos) mas quando chegamos no banheiro e sentimos aquela água, morna ou quente, batendo no corpo e te fazendo se sentir melhor, voce não quer sair de lá, voce se sente bem e refrescado de todo aquele dia de brincadeiras, limpo e cheirosinho, e fica fazendo birra agora para não sair, continuar no chuveiro ou banheira, com aquela agua tão gostosa. Mas quando voce está mais velho, o banho vem para aliviar depois de um dia de trabalho, vem para relaxar do dia cansativo, ou para acordar depois de uma noite de sono, voce se acostuma, voce gosta, voce precisa.

Talvez, esses sentimentos, que causam tanta duvida, sejam como o banho, voce se sente lavado, refrescado, limpinho e cheirosinho, quando voce está debaixo de uma cachoeira de sentimentos direcionados à voce, e voce não quer sair mais de lá, mas quando voce não está nesse "banho" voce tem uma certa resistência pra voltar a se molhar, birras e manhas são trocadas por desculpas só para não ir.

Então pare de se parecer com um gato com medo dessa agua que é tão boa e que lava a alma melhor do que aqueles banhos com arruda. Deixe de manha e deixe os seus sentimentos jorrarem para uma direção, talvez o seu banho fará que a outra pessoa sinta que tomar banho não é tão ruim assim. Se acostume, aceite que esse banho te faz bem, e que te muda, mesmo que um pouco, pra melhor. Relaxe em seu banho com pétalas de sentimentos bons.

Autor: Kelvin Rodrigues

domingo, 15 de janeiro de 2012

Para e Pense

O mundo esta girando, distante dos outros planetas indo na mesma direção que todos eles, entre eles a um sol, que o ilumina, que o aquece da escuridão que existe neste universo sombrio, rodiados de pontos de luz, almas que nos protege discretamente, procurando não si manifestar. Nesse planeta que gira solitario, carrega uma grandiosidade de vida no seu interior...

Você... ao seu redor a grandiosidade de vidas te cercam, mas a solidão desse planeta solitario te atingi e o sol que o ilumina e o aquece as vezes te emociona no fim da tarde... assim como o planeta, estamos cercados por pontos de luz, almas que nos protege, em um mundo invisivel, no interior desse planeta carrega magia, magia que nos torna humanos, que nos faz enchergar bondade nos outros, e que nos machuca quando deparamos com o inesperado... magia, que si acaba, quando estamos nos afundando em um universo sombrio que ele tanto tenta nos proteger junto as estrelas.

Autora: Paloma Ribeiro

Nossas Mascaras

O stress da semana acumulou e no meu peito eu sentia a força daquele sentimento doido para explodir, me segurei sorri para todos ao redor, disfarcei, me sufoquei. No fim do expediente deixei a mascara cair e sai as pressas, corri, até meu coração está pronto para sair pela boca, foi então que me vi no topo do nada, na minha frente só o céu, ali eu chorei, gritei, me livrei de tudo que sufocava, as estrelas me ouviam e sorriam para mim, seu brilho me emocionava, como pode, estar sozinha no nada e eu... Senti-me sem forças as horas tinham passado e eu não havia sentido, senti algo tocar em meus ombros, estremeci, como o assovio do vento as palavras foram ditas "eu ti ouvi agora vamos ouvir o que tem pra ouvir" meus olhos procuraram, percebi que não iria encontrar e na minha frente eu me vi ao lado dos meus pais, estavam sorrindo, ensinando o certo e o errado, me vi dando os primeiros acertos e os erros foram tratados como tentativas e o olhar carinhoso me fez entender, me fez aprender, logo me vi não querendo ouvir, não querendo entender e errando, errando eu cai, me consertei com ajuda de amigos, então continuei caminhando ao meu lado a disposição, atração, desejo, joguei para o alto tudo que me cercava e me dediquei, a decepção me pegou de surpresa, meu caminho deixou de existir, não tinha o por que, não tinha onde chegar.
Não acredito, não importo, sou livre... Sou vazio. O filme dai em diante parecia si repetir, ao meu lado o cenário mudou, eu estava em um quarto, por todos os lados fotos, vultos, minha imagem si refletia em todo, não sentia mais nada a não ser dor, havia um caixa, meu desespero me fez pegar todas aquelas fotos e esconde-las, queria sumir com elas, fui as colocando-as na caixa, quando eu as pegava eu chorava cada vez mais, meu coração parecia sangrar, mas algo dizia para eu não parar, as fotos foram se acabando até que não havia mais fotos pelo chão, olhei para elas dentro da caixa, e meus soluços começaram a sufocar, eu estava revivendo tudo de novo... Criei coragem e fechei a caixa, o quarto estava sujo comecei a limpar, o pó parecia colocado ao chão, persisti, limpei, até que o quarto não havia mais nada... Voltei ao nada, meu coração mais calmo, e minhas lagrimas mais agitadas, então escutei " Aqui está a chave, lá estão suas dores, suas decepções, tudo que você prendeu em seu coração e com coragem si chamou de livre, não se esqueça daquela caixa, ela é colorida, atraente, abra quando necessário pois é ela que te ensinará a caminhar mas não é ela que ti ensinará a ser feliz, a felicidade estará nas novas fotos que talvez você tenha que as guardar, um dia, a felicidade consiste nas tentativas, nos erros e acertos, sorrisos e lagrimas, a felicidade é algo que todos procuram e desiste no caminho por não encontrar por completo, lembre-se você não a tocará sem si machucar, sem si decepcionar, pois a felicidade esta reservada para o fim da caminhada onde os pontos que serão somados não é dos gosos da vida e sim de todas as vezes em que você si levantou e se mostrou um vencedor.

Autora: Paloma Ribeiro

Cuidar de você

Existem momentos na vida que é necessário excluir pessoas, apagar lembranças, jogar fora o que machuca, se libertar de coisas que nos rendem, olhar para frente e enxergar a imensidão de caminhos ao nosso redor, ao invés de insistir sempre no mesmo erro. Aprenda a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem também gosta de você!

Quanto ao resto, bom...ninguém nunca precisou de restos para ser feliz. Cuide apenas daquilo que for verdadeiro...o que não for, deixe passar.

Autora: Paloma Ribeiro

Tente


Você encherga o mundo de uma maneira, acredite, que poucos iram te entender de verdade, a energia que cada um carrega em si, tem sintonias diferentes, porque tudo isso depende da experiencia que passamos no dia-a-dia.
Um olhar carregado de lagrimas pode ser uma felicidade que não contenta apenas com sorrisos como também pode ser uma tristeza que esteja sufocando...
Tente entender o que se passa dentro do outro, mas não se esqueça de que a beleza da vida esta nas coisas frágeis, e o seu coração precisa de cuidados. Não fomos feitos para estarmos presos ao passado, cada um de nós viemos a este mundo em busca de felicidade, a vida é um livro de momentos, seja ele qual for, nos mostrará se estamos prontos ou não.
Nesta caminhada deparamos com companheiros os quais estão aqui com a mesma busca, e quem sabe para nos ajudar. Tente não sufocar, tente sempre ajudar, aprendemos com as dores mas suportamos com os sorrisos. Tente procurar pontos de luz mas não se esqueça que você também pode ser a luz na escuridão de alguém.

Autora: Paloma Ribeiro

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Perfeita Imperfeição

 
Não exijo perfeição,
na verdade quero o inverso,
uma perfeita imperfeição,

Onde posso completar
com a minha existência idem,
podendo ser e estar,
desamar e amar.

Em nossa imperfeição perfeita,
sou feliz crendo em uma perfeição
tão perfeita.

Considerando perfeitos detalhes e
Ignorando todo resto,
Guardando tudo que importa e
Cuidando,
da imperfeição mais perfeita.
Autor: Kelvin Rodrigues Ferreira
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